Sumi-e Brasil

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Sumi-e: Komainu (43x64cm) Hiromi Takano
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domingo, 6 de dezembro de 2020

KOMAINU

Komainu 45cm x 68cm  -  Hiromi Takano - Sumi-e Brasil


Komainu (狛犬). 

São figuras mitológicas encontrados na maioria dos santuários e templos xintoístas do Japão. Os Komainu simbolizam cães ou leões de guarda espirituais que previnem a entrada de maus espíritos. Os pares de estátuas são do sexo masculino e feminino,  o macho aparece sempre com a boca aberta e a fêmea sempre com a boca fechada. A fêmea geralmente protege os que vivem no interior do lugar em que guarda, enquanto o macho guarda a estrutura contra influências externas.

Alguns dos primeiros exemplares de Komainu foram encontrados no santuário de Izumo, uma região próxima à península coreana, essas estatuetas importadas da Coreia e mais populares no Japão continental, são chamadas de Komainu.

Na China essas estátuas são conhecidas por Shishi, e foram importadas para o arquipélago japonês por volta do século XV.

Em Okinawa, uma das oito províncias de Kyushu e uma das três maiores ilhas do Japão, Shi-Shi (獅子) ou Shisa (シーサー), que significa leão no idioma local, essas figuras mitológicas são frequentemente encontradas sobre os telhados das casas ou posicionadas em frente às empresas, assim como em prédios públicos como escolas e hospitais.

Segundo a cultura local, Shisa oferece proteção e afasta os maus espíritos. Originalmente eram usados como guardiões de residências em santuários xintoístas, mas atualmente podem ser encontrados em muitos prédios e residências. Alguns Shisa possuem uma pata colocada sobre uma esfera dourada que atrai sorte, bondade, riqueza e colheitas abundantes.

Alguns Shisa formam pares, uma com a boca aberta (macho) para afastar os maus espíritos e a outra com a boca fechada (fêmea) para manter os bons espíritos.


domingo, 2 de dezembro de 2018

SUMI-E


A ARTE ORIENTAL DA EXPRESSÃO.


O objetivo das artes japonesas através dos tempos tem sido o de criar uma sensação de tranquilidade e paz, isto aplica-se à arte da monocromia, comumente conhecida por sumi-e. ( SATO, 2010, p.7).
Segundo Sato,


sumi-e é normalmente descrito como a arte feita em monocromia, com o uso da tinta sumi e o papel artesanal. Sumi-e significa "pintura com tinta preta" ( sumi = tinta preta; e = pintura). O ideograma ,que é lido como sumi em japonês, pode também ser lido como boku em chinês; assim, os estágios iniciais da arte monocromática se tornaram um gênero reconhecido durante o século IX na China, e o suiboku-ga ( sui = água; boku = tinta sumi; ga = pintura) foi gradualmente disseminado por todo o Extremo Oriente. (SATO, 2010:7)


Sumi-e, ou também denominado suiboku-ga , refere-se à pintura realizada com uma espécie de tinta a base de carvão (fuligem) monocromática. Essa arte surgiu como expressão do Budismo Zen. Originária da China, o sumi-e foi considerado a arte dos monges que introduziram essa técnica no Japão por volta de (960-1274), durante a Dinastia Sung.


O estilo de pinturas Song foi introduzido no Norte do Japão por monges do budismo Zen durante o período Muromachi, por volta do século quatorze. Durante o século XV, quando os monges trouxeram os estilos mais novos e flexíveis da arte do Sung do Sul e de Yuan para o Japão, iniciaram-se novas tendências na expressão artística influenciadas pela cultura japonesa, pelo budismo Zen e pelo xintoísmo.
O budismo Zen alcançou destaque especialmente entre a elite da classe Samurai, que abraçou os valores zen da disciplina pessoal, da concentração e do autoconhecimento.
O crescimento dos grandes mosteiros Zen em Kamakura e Kyoto teve um grande impacto nas artes visuais, influenciando não apenas o tema da pintura, mas também o uso da cor; as cores vivas do Yamato-e cederam aos monocromos da pintura Sui-boku-ga (水墨画) ou sumi-e ( ), este estilo usava principalmente apenas tinta preta – o mesmo usado na caligrafia do leste asiático .


O Sumi-e, além de bela e singular forma de arte, é também utilizada como uma linguagem pictórica do Zen. Por meio da pintura, alcança-se um estado de contemplação. É, portanto, uma forma de arte integrativa, um meio para o “dar-se conta” de si mesmo e do ambiente em que vivemos. 
O budismo Zen tem como princípios a autodisciplina, a concentração, o detalhamento e a contemplação. Esses aspectos devem ser considerados durante a prática do sumi-e. Ignorar esses fundamentos leva a uma percepção incompleta dessa arte oriental, quanto à forma de apreciá-la e de compreendê-la.

O sumi-e visa à expressão da unidade entre o ser humano e a natureza, esta é também animada e espiritualizada. Não há limites entre os das plantas, dos animais e dos homens, entre o inanimado e o animado, entre a vida e a morte. Segunda essa concepção, o bem-estar resulta da harmonia com o ambiente e o universo, onde cada ser é um membro importante que não é dotado de posição ou distinção. O artista, portanto, torna-se um com a natureza.

Para alcançar esse estado, os monges Zen praticavam uma severa autodisciplina e concentração, com a finalidade de abandonar as fraquezas humanas como o ódio, o medo e a preocupação, abrindo mão da sua individualidade e intelecto e se despindo do seu "eu". Perdendo a sua individualidade, ele passa a fazer parte da natureza, do todo, entrando em sintonia com o universo. Em sintonia com a natureza, alcança o insight sobre o seu próprio ser e passa a fazer o sumi-e intuitivamente.

Tanto na China como no Japão, normalmente usa-se o pincel para escrever, assim a pintura torna-se uma ampliação da escrita. E, assim como no ocidente a caligrafia revela traços de nossa personalidade, na China e no Japão, o caráter do homem é revelado por seus traços e pinceladas. O artista então, é reconhecido por outras qualidades além de sua técnica e habilidade.

Por isso, enquanto a maior parte da pintura ocidental clássica teve como objetivo a descrição realista do mundo e de seus objetos, o sumi-e sempre foi uma expressão da percepção do artista tentando captar a essência do tema, dando mais importância à sugestão do que ao realismo. Na pintura ocidental, usa-se muitas cores e tonalidades; no sumi-e, a tinta é geralmente preta, mas dela são extraídas as tonalidades que passam pelo cinza até alcançarem o branco. (Marissol Hiromi Takano e Mikhaela H. Kawahara)






                                                   O Pescador - Hiromi Takano - Suibokuga
                                                             
                                                             
                           
Kakejiku Bambú - Hiromi Takano 30x40cm



                                                                                              

                                                   Hiromi Takano - Cachoeira - Técnica: Nanshuga

                                      
                                                             Hiromi Takano - Neve nas Montanhas
                                                                                                      



                           

  Mikha Kawahara - Ume
                                                                                                                                            

                                                                                   
                                                                               Hiromi Takano - Orquídea
                

                                                             
                                                                                  Hiromi Takano: Cavalos nas Montanhas



                                                                                                              Hiromi Takano : Neve                                                                                        


                

                                                                                                  

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